quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quebrada

Sim...
Prometeste que me davas o mundo
Viverias para me agradar
Nunca me avisaste da decadência, do fundo
Das angústias dos verbos trair, magoar e findar!
E agora estou muda!
E surda!
E apática!
E atónita!
E antipática!
E errónea!
E enfática!
Enojada!
Não quero saber de mais nada!
Não fluem mais palavras carinhosas
Nem voam frases doces e calorosas
Não me importa!
Não me interessa!
Foste tu quem estrondou a porta
E nos deixou nesta avessa...
Chorar?
Por ti?
Deixa-me rir!
Prefiro fugir!
Rugir!
Partir!
E parti...
De sentimentos feridos
De cabeça pesada e retumbante
De orgulhos mordidos
Feridos!
Num guerrear constante
Por um paralelo estripante
De múltiplos odores fedidos
Dum mau estar exorbitante
É que só me guio por caminhos mal escolhidos...
Ignorei comentários, virei costas ao barulho
Deixei escapar um grito forte e surdo!
Crucifiquei-me em versos largados sobre a pilha de entulho
Intoxica-te com as minhas cinzas que cegam o teu olhar mudo
Adeus, adeus!   Por agora é tudo.

6 comentários:

  1. Identifiquei-me com o poema... ;) gostei apesar do teor

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  2. Tu escreves abusadamente bem rapariga :)

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  3. Identifiquei-me mesmo com o poema Di...
    Está magnifico :)
    Adoro-te linda
    Joaninha

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