Vou tão bem na minha mão
Sem justificações para dar ou reter
Sem ninguém para me chamar a atenção
Sem alguém que me impeça de viver
Vou tão bem na minha mão
Posso finalmente respirar a liberdade
Posso abrir o coração
Caminhar sem medo por esta cidade
Vou tão bem na minha mão
Sem horários para cumprir
Sem alguém que me traga à razão
Sem sentimentos negativos a emergir
Vou tão bem na minha mão
Já guerreei em muitas vidas
Já sofri a dor dum não
E sarei as minhas feridas
Vou tão bem na minha mão
Quero explorar o mundo sozinha
Não tolero que me ponham um travão
Tu vives a tua vida, eu vivo a minha
Vou tão bem na minha mão
Tenho o sol, o céu e o mar
Tenho sentimentos em turbilhão
Pedindo para se soltar
Vou tão bem na minha mão
Estou ansiosa por sentir
Deixo receios caídos pelo chão
E forças prontas a colidir
Vou TÃO BEM na minha mão
Por favor, deixem-me ir...
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Alucinação
Virei as costas
Tentei não mentir
Tentei não ver
Tentei não sentir
Tentei não perceber
A dor foi intensa
Mas consegui fugir
Sem uma memória sequer surgir
Sem um grunhido por repartir
Sem um olho aguado a reluzir
Respirei sem saber como
Caminhava só com a tristeza
Caminhava só com o pensamento
Caminhava só com a destreza
Abafava a todo o custo o sofrimento
Perdi-me nessa noite
Passadas largas pela escuridão
E passadas largas pela ruela
Assombrada pela união
Da tua mão com a dela
Tentei fechar os olhos
Pensei que sonhava
Pensei que voltava
Pensei que me soltava
Pensei que voava
E voava...
Na loucura do meu vício
Tinha sucumbido à tentação
Proibida pelo meu ofício
E estava só até mais não
E sonhava...
Alucinada pelos químicos
À minha volta uma tuba ressoava
E no apogeu da loucura eu gritava
E fitava...
O nada
Estava cercada...
De nada
Acreditava...
Em nada
Sentia...
O suave toque de uma facada
E sem mais uma palavra
Caí!
Porém, inanimada...
Tentei não mentir
Tentei não ver
Tentei não sentir
Tentei não perceber
A dor foi intensa
Mas consegui fugir
Sem uma memória sequer surgir
Sem um grunhido por repartir
Sem um olho aguado a reluzir
Respirei sem saber como
Caminhava só com a tristeza
Caminhava só com o pensamento
Caminhava só com a destreza
Abafava a todo o custo o sofrimento
Perdi-me nessa noite
Passadas largas pela escuridão
E passadas largas pela ruela
Assombrada pela união
Da tua mão com a dela
Tentei fechar os olhos
Pensei que sonhava
Pensei que voltava
Pensei que me soltava
Pensei que voava
E voava...
Na loucura do meu vício
Tinha sucumbido à tentação
Proibida pelo meu ofício
E estava só até mais não
E sonhava...
Alucinada pelos químicos
À minha volta uma tuba ressoava
E no apogeu da loucura eu gritava
E fitava...
O nada
Estava cercada...
De nada
Acreditava...
Em nada
Sentia...
O suave toque de uma facada
E sem mais uma palavra
Caí!
Porém, inanimada...
Revolução
Aí vêm eles imundos
Palreiam gracejos, dão apertos de mão
Prometem mundos e fundos
O renascer de uma nação
Chegam com ar de superioridade
Prometem-nos o paraíso
Limitam-se a contrariar a nossa vontade
Sem a menor noção do que é ter juízo
Acenam fazendo-se de meigos
Guardam lembranças oferecidas pela multidão
Estão dispostos a usar todos os leigos
Na luta pela sua emancipação
E as pobres mães e esposas
Gritam "Por favor, guerra não!"
E os políticos tal e qual raposas
Brindam à sua maldição
Enganam o povo inocente
Que os segue e idolatra
Comportam-se de forma indecente
E sai-lhes o tiro pela culatra
Vêem-se desacreditados
Sem seguidores para enganar
Escutam os gritos desvairados
De todos aqueles que os querem matar
Tentam vingança
Atacam o povo
Procuram manter viva a esperança
De realizar um golpe novo
Mas o povo responde prontamente
A força cresce da união
E é vê-los a fugir rapidamente
Com medo da revolução
E venha ela!
Revolução!
Queremos o fim da guerra!
Revolução!
Estamos compenetrados em proteger o planeta Terra!
Revolução!
Queremos que o mal seja punido com rigor!
Revolução!
Estamos fartos de ver inocentes a ganir de dor!
Revolução!
Estamos unidos para que prevaleça o amor!
Revolução!
Estamos unidos para acabar com o terror!
Revolução!
Queremos famílias de soldados contentes com a sua presença!
Revolução!
Queremos o mundo livre da fome e da doença!
Revolução!
Queremos ser diferentes e planear uma solução!
Queremos ser humanos que não são tratados abaixo de cão!
Queremos alianças e união, queremos pensar com o coração!
Queremos REVOLUÇÃO!
Porque, sejamos francos, chega de dizer que não!
Palreiam gracejos, dão apertos de mão
Prometem mundos e fundos
O renascer de uma nação
Chegam com ar de superioridade
Prometem-nos o paraíso
Limitam-se a contrariar a nossa vontade
Sem a menor noção do que é ter juízo
Acenam fazendo-se de meigos
Guardam lembranças oferecidas pela multidão
Estão dispostos a usar todos os leigos
Na luta pela sua emancipação
E as pobres mães e esposas
Gritam "Por favor, guerra não!"
E os políticos tal e qual raposas
Brindam à sua maldição
Enganam o povo inocente
Que os segue e idolatra
Comportam-se de forma indecente
E sai-lhes o tiro pela culatra
Vêem-se desacreditados
Sem seguidores para enganar
Escutam os gritos desvairados
De todos aqueles que os querem matar
Tentam vingança
Atacam o povo
Procuram manter viva a esperança
De realizar um golpe novo
Mas o povo responde prontamente
A força cresce da união
E é vê-los a fugir rapidamente
Com medo da revolução
E venha ela!
Revolução!
Queremos o fim da guerra!
Revolução!
Estamos compenetrados em proteger o planeta Terra!
Revolução!
Queremos que o mal seja punido com rigor!
Revolução!
Estamos fartos de ver inocentes a ganir de dor!
Revolução!
Estamos unidos para que prevaleça o amor!
Revolução!
Estamos unidos para acabar com o terror!
Revolução!
Queremos famílias de soldados contentes com a sua presença!
Revolução!
Queremos o mundo livre da fome e da doença!
Revolução!
Queremos ser diferentes e planear uma solução!
Queremos ser humanos que não são tratados abaixo de cão!
Queremos alianças e união, queremos pensar com o coração!
Queremos REVOLUÇÃO!
Porque, sejamos francos, chega de dizer que não!
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