sábado, 16 de junho de 2012

Auto-biografia ( 04-06-2012 )

Falemos de mim.
Tenho um rol de defeitos teimosos que vêm à tona constantemente. No entanto, há algo de que me orgulho especialmente: a minha escrita. Em momentos de inspiração (nocturnos grande parte das vezes) torno-me um ser pensante no seu expoente máximo. São estes momentos que me levam a personificar o coração nas letras. A largar toda e qualquer problemática do dia-a-dia e a deixar que a escrita surja, ao de leve, como um floco de algodão doce. 
Adoro metáforas simpáticas. Invento-me nelas e vou-me descobrindo. Sou tão simples quanto complexa. Num dia posso ser mar adocicado por ondas bailarinas, noutro tempestade em fúria e comandantes sem navio.
Estamos em Junho, são 4 da manhã, tenho 19 anos e a minha maior certeza é esta: pertenço ao universo das letras.

Por isso te digo

Palavras são só palavras. Gestos são só gestos. Porém, se os colocarmos no mesmo caldeirão de saberes e sentires são capazes de mudar vidas. Ou mesmo salvá-las. Histórias tomam sabores agridoces e abraços são o porto seguro de um coração abalado e adormecido nas abas do sorriso da pessoa amada. Por isso te digo que pratiques as dicotomias. Dicotomias dão-te calor-frio, medo-coragem, cansaço-energia, como as mais belas pautas de melodioso amor. Por isso te digo:
Planta amor e colhe sorrisos. Planta amizade e colhe companhia. Planta sonhos e colhe realidades. Todo o contrário é erro de cálculo e todo o cálculo transborda perfectibilidade natural. É este o caldeirão das poções mágicas e perlimpinpins que definem a sustentabilidade de um todo. Assim, sei que sou flor de vaso de hospício. Sei que comungamos do mesmo ar e somos loucamente alegres. Somos hospício calculado. Tudo com pitadas ásperas de nada. Dicotomias. 

Perímetro

A incógnita do minuto seguinte encoraja-me a viver com mais ser. Leva-me em analepses e prolepses encruzilhadas como nós cegos na caixa dos rascunhos onde vivem amores proibidos de trovadores sem musa.
Cada minuto é mais um pouco de ser que se gasta. Eu procuro gastá-lo bem. Então sou sorriso, flores e cabelos longos ao vento. Sou brisa de Primavera e chocolate quente e cobertor de Inverno. Cada um tem de mim o equivalente ao que me dá. Se nada me dás, falta nenhuma farás aos meus dias. Se me sustentas os dias, luto por ti com armaduras de cravos e hortênsias. Tão simples como o sol que brilha lá no alto todos os dias. Tão simples como a lua que te ilumina os passos saltitantes de felicidade. Se souberes viver-me, viver-te-ei em plenitude.