Se cada grão de poesia lançado
Alimentasse o teu peito de esperança
Serias um vulto enamorado,
Um corpo adulto em mente de criança.
Terias a brisa primaveril no coração.
Serias tu,
Tão doce
Tão dormente
De sorriso no rosto suado
Dos prazeres quentes da noite
Serias corpo reflorescido
Na amargura do presente.
E o futuro a quem pertence?
domingo, 27 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
Estragam-te os sonhos, a alma e a vida, choram e esperneiam por mais
Os ares que respiras mudam-te, moldam-te, roubam-te o ser que és. Já não és original e os trejeitos são ensaiados pelos outros. Eras actor solene no palco da vida mas a fama consumiu-te o sangue do corpo, cravejou-te meia dúzia de punhados no peito e furtou o pouco oxigénio de ser que te bafejava. A multidão aplaude enlouquecida. Está um sujeito no palco.
Não és tu.
Não és tu.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Primavera no coração
Pinta-se o céu em tons róseos
O sol sorri em jeito de citrino
Corre na calçada com seus traços mimóseos
O encantador pequeno de olhar cristalino.
E tenho em mim doces sentimentos
Sou bailarina de histórias em cordel
Rodopiando sobre fingimentos
Tenho um belo príncipe em cavalo de papel.
Tantos são os tesouros musicais encantados
Criados pela mais sublime veia poética ao redor
Mas, de todos os sons alguma vez inventados,
O mais belo é o do teu (sor)riso, meu amor.
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