Errei!
Tinha todos os recursos disponíveis
Mas falhei...
Tinha apoios e ajudas acessíveis
Mas nem tentei...
Perder é angustiante
Todos felizes e eu a morrer por dentro
Viver é degradante
Quando estás perdido no centro
É agoniante!
Perdi, sou uma falhada
Vergonha de quem confiou em mim
Derrubaram-me, fui derrotada
Estou perto do meu fim...
Estou tão magoada!
Não entendo as minhas aspirações
E choro rios e mares completos
Vivo apenas de frustrações
E carência de afectos
Vivo demasiado de lamentações
E alimento-me de espectros
De fugazes ostentações...
O rumo perdeu-se e estou sozinha
O coração aperta-se a cada insulto
Lamentavelmente a escolha foi minha
A escolha de pôr de parte o culto
E agora?
E agora?
Vejo sonhos caídos no chão
Esperanças gastas e sem retorno
Tudo fruto da minha opção
De fazer de ti meu dono
E agora?
E agora?
Vejo desgosto e ressentimento
Verdades rispidamente a proliferar
Mata-me o desdenho e o arrependimento
Vê no que me fizeste tornar!
Estás orgulhoso, estás contente?
Concretizaste o objectivo de me derrubar!
Estragaste-me a vida, estragaste o meu presente
Um futuro para o qual eu lutava sem cessar!
Foste tu! Foste tu quem me deixou no fundo
Foste tu quem extinguiu a minha segurança
Foste tu que abalaste o meu mundo
Foste tu quem me fagocitou a esperança!
Foste tu!
Mas não desistam de mim já, por favor, não!
Ainda tenho muito aticismo para dar
Não me coloquem nesta privação
Não me queiram com a vida matar...
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Prolepse
Um suave beijo numa face rosada
Repleto de aconchego e de ternura
Um suave apertar de mãos pela noitada
Acompanhado de olhares esbanjadores de doçura
Já raiam os primeiros bocejos da madrugada
Já partiu a ave migratória pelo céu azul que pinta a moldura
Belo cenário, afrodisíaco e quente
Um sentimento espalhado pela areia
Dois jovens apaixonados, uma brisa benevolente
Um trago de paixão que os rodeia
Um amor que acaba de plantar sua semente!
Despertos, felizes, de cônjuge mão
Sentem o mar que lhes acerca os pés
Lábios fervorosos, corpos que flutuam sem largar o chão
Numa magia que desgarra todas as marés!
Voam as últimas poeiras
Daquela que foi a noite das suas vidas
Erguem-se lá no mastro rodopiantes bandeiras
Que o vento consome por essas avenidas
O jovem casal mergulha em ondas de felicidade
Soltam gritos discretos porém audíveis
Brincam, fazem patetices características da sua idade
Velhos pescadores observam, de feições desprezíveis
Comentando entre si em tons de maldade
Que amores daqueles são compreensíveis
Porém passam rápido e só deixam saudade
E ao longe ouve-se a alegria personificada
Inocente da profecia de tais palavras sectantes
Partilham-se promessas, juras que serão quebradas
Num palreio de segmentos frustrantes
Não! Não façam planos a longo prazo!
Não queiram já viver tudo!
Aproveitem o presente e dêem azo
A um sentimento forte e chorudo!
Porque a escada não se sobe de três em três
E os sentimentos não têm prazo de validade
Não aproveitem tudo de uma vez!
Não mostrem aos pescadores que eles eram donos da verdade!
Repleto de aconchego e de ternura
Um suave apertar de mãos pela noitada
Acompanhado de olhares esbanjadores de doçura
Já raiam os primeiros bocejos da madrugada
Já partiu a ave migratória pelo céu azul que pinta a moldura
Belo cenário, afrodisíaco e quente
Um sentimento espalhado pela areia
Dois jovens apaixonados, uma brisa benevolente
Um trago de paixão que os rodeia
Um amor que acaba de plantar sua semente!
Despertos, felizes, de cônjuge mão
Sentem o mar que lhes acerca os pés
Lábios fervorosos, corpos que flutuam sem largar o chão
Numa magia que desgarra todas as marés!
Voam as últimas poeiras
Daquela que foi a noite das suas vidas
Erguem-se lá no mastro rodopiantes bandeiras
Que o vento consome por essas avenidas
O jovem casal mergulha em ondas de felicidade
Soltam gritos discretos porém audíveis
Brincam, fazem patetices características da sua idade
Velhos pescadores observam, de feições desprezíveis
Comentando entre si em tons de maldade
Que amores daqueles são compreensíveis
Porém passam rápido e só deixam saudade
E ao longe ouve-se a alegria personificada
Inocente da profecia de tais palavras sectantes
Partilham-se promessas, juras que serão quebradas
Num palreio de segmentos frustrantes
Não! Não façam planos a longo prazo!
Não queiram já viver tudo!
Aproveitem o presente e dêem azo
A um sentimento forte e chorudo!
Porque a escada não se sobe de três em três
E os sentimentos não têm prazo de validade
Não aproveitem tudo de uma vez!
Não mostrem aos pescadores que eles eram donos da verdade!
domingo, 1 de agosto de 2010
A de Amor
Sufoco frágil e ditador
Término de esforços vocalizados
Lábios cheios de um clamor
Implícita metáfora de sentimentos deturpados
Seria simples descrever rotas
Entre amar, abraçar e confiar
Seria simples definir frotas
Entre sentir, viver e racionalizar
Entrelaçamos impressões, conjugamos derrotas
Perdemos magia ao deixar a razão trabalhar
Seria simples comungar de amores puros
Cerrar os lábios a palavras adversas
Permitir a junção de lábios maduros
De mentalidades abertas e dispersas
Seria simples não imaginar futuros
Quando no presente andamos às avessas!
Não compliquemos o amor
Vamos apenas senti-lo, de coração aberto
Não procuremos lágrimas e ardor
Na tentativa de um acontecimento incerto
Calemos o cálculo de vigor
Mantenhamos este calor na alma desperto!
O amor não foi criado em antagonia
Escondendo engenhos e armadilhas
O amor foi criado para trazer harmonia
A esta vida cheia de maravilhas
Baseia-se em dar-se a cada dia
Em múltiplas, clementes e isentas partilhas
Abracemos a ligação que nos leva a outro ser
Conjuguemo-la com a nossa vida
Deixemos que ela nos encha de vontade de viver
Não transformemos o amor numa realidade homicida!
E eu vou por aí na tentativa de me preencher
De malas feitas, coração leve, estou de saída
Vou procurar um amor, um refúgio, uma forma de renascer
O sustento de uma alma vagarosamente perdida!
Término de esforços vocalizados
Lábios cheios de um clamor
Implícita metáfora de sentimentos deturpados
Seria simples descrever rotas
Entre amar, abraçar e confiar
Seria simples definir frotas
Entre sentir, viver e racionalizar
Entrelaçamos impressões, conjugamos derrotas
Perdemos magia ao deixar a razão trabalhar
Seria simples comungar de amores puros
Cerrar os lábios a palavras adversas
Permitir a junção de lábios maduros
De mentalidades abertas e dispersas
Seria simples não imaginar futuros
Quando no presente andamos às avessas!
Não compliquemos o amor
Vamos apenas senti-lo, de coração aberto
Não procuremos lágrimas e ardor
Na tentativa de um acontecimento incerto
Calemos o cálculo de vigor
Mantenhamos este calor na alma desperto!
O amor não foi criado em antagonia
Escondendo engenhos e armadilhas
O amor foi criado para trazer harmonia
A esta vida cheia de maravilhas
Baseia-se em dar-se a cada dia
Em múltiplas, clementes e isentas partilhas
Abracemos a ligação que nos leva a outro ser
Conjuguemo-la com a nossa vida
Deixemos que ela nos encha de vontade de viver
Não transformemos o amor numa realidade homicida!
E eu vou por aí na tentativa de me preencher
De malas feitas, coração leve, estou de saída
Vou procurar um amor, um refúgio, uma forma de renascer
O sustento de uma alma vagarosamente perdida!
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